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Insuficiência Cardíaca


Conceitos Iniciais

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada pela incapacidade do coração em suprir as demandas metabólicas do organismo sem que haja uma elevação compensatória das pressões de enchimento. Essencialmente, o coração falha em sua função de bomba, resultando em um débito cardíaco inadequado para as necessidades teciduais e/ou pressões de enchimento elevadas que levam a sintomas de congestão.

Conceitos Fisiológicos

Para compreender a IC, é fundamental revisar alguns conceitos hemodinâmicos:

Com base nesses conceitos, a insuficiência cardíaca pode se manifestar de duas formas principais:

  1. Dificuldade de relaxamento: O coração não consegue se encher adequadamente (disfunção diastólica), resultando em débito cardíaco baixo, mas com fração de ejeção preservada.
  2. Dificuldade de contração: O coração não consegue ejetar o sangue de forma eficaz (disfunção sistólica), levando a um débito cardíaco baixo e a uma fração de ejeção reduzida.
💡 Dica Terapêutica: Para melhorar os sintomas da insuficiência cardíaca, o objetivo é reduzir a pré-carga (com diuréticos, que diminuem o retorno venoso e o VDF) e reduzir a pós-carga (com vasodilatadores, que diminuem a resistência à ejeção durante a sístole).

A tabela abaixo apresenta situações hipotéticas:

Característica Coração que "não contrai direito" (ICFER) Coração que "não relaxa direito" (ICFEP)
VDF 100 ml 50 ml
DS 35 ml 35 ml
FE 35% 70%
Débito Cardíaco Reduzido Reduzido

Classificação da Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca é classificada principalmente com base na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE):

Como Diferenciar ICFER de ICFEP?

Embora o débito cardíaco possa ser baixo em ambas as formas de IC, a diferenciação é crucial para o tratamento. A clínica pode ser semelhante, mas as características fisiopatológicas e os achados complementares são distintos.

Característica ICFER ("Sistólica") ICFEP ("Diastólica")
Mecanismo Principal ↓ Força de contração (ejeção ruim) ↓ Relaxamento (enchimento ruim)
Pressão de Enchimento ↑ Pressão de enchimento ↑ Pressão de enchimento
Fração de Ejeção ≤ 40% ≥ 50%
Débito Cardíaco Baixo Baixo
Radiografia de Tórax Aumento de câmaras e do coração (dilatado) Câmaras e coração normais ou hipertrofia concêntrica
Sons Cardíacos B3 (sobrecarga de volume) B4 (sobrecarga de pressão)
Coração Dilatado Hipertrofiado (concêntrico)
Ictus Cordis Difuso Normal
🧠 Conceito: Na ICFER, o volume residual no ventrículo esquerdo causa sobrecarga de volume e o surgimento de B3. O coração se dilata e não consegue contrair adequadamente. Na ICFEP, a dificuldade de relaxamento leva à sobrecarga de pressão e B4, com o coração hipertrofiado que não relaxa bem.

Insuficiência Cardíaca Esquerda (IVE) vs. Insuficiência Cardíaca Direita (IVD)

É fundamental entender a interconexão entre as câmaras cardíacas e a circulação. Quando o ventrículo esquerdo (VE) falha, o sangue se acumula "para trás", afetando o pulmão. Isso leva à congestão pulmonar. Por sua vez, a congestão pulmonar pode aumentar a pressão no ventrículo direito (VD), levando à insuficiência do VD e, consequentemente, à congestão sistêmica.

IVE → ↑ Pressão no Pulmão → Congestão Pulmonar → ↑ Pressão no VD → IVD → ↑ Pressão na Veia Cava → Congestão Sistêmica.

⚠️ Atenção: A principal causa de IVD é a própria IVE, devido ao mecanismo de "regurgitação" de sangue que afeta as câmaras e vasos a montante.

Manifestações Clínicas por Lado do Coração

Característica Insuficiência Cardíaca Esquerda (IVE) Insuficiência Cardíaca Direita (IVD)
Congestão Principal Pulmonar Sistêmica
Sintomas/Sinais Dispneia aos esforços, ortopneia, DPN, estertoração, B3, tosse seca, edema agudo de pulmão, sibilos. Turgência jugular patológica, refluxo hepatojugular, sinal de Kussmaul, hepatomegalia, edema de MMII, ascite, derrame pleural.

Outras Classificações


Etiologia da Insuficiência Cardíaca


Fisiopatologia da ICFER

A fisiopatologia da ICFER é complexa e envolve um ciclo vicioso que leva à progressão da doença. A fisiopatologia da ICFEP, por outro lado, ainda não é totalmente compreendida.

O ciclo da ICFER pode ser resumido da seguinte forma:

  1. Dano Miocárdico: Uma lesão inicial no músculo cardíaco (ex: IAM, HAS) leva à redução do débito cardíaco.
  2. Ativação Neuro-humoral: A queda do débito cardíaco ativa barorreceptores e causa hipoperfusão renal, resultando na ativação do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA) e na liberação de catecolaminas.
  3. Remodelamento Cardíaco: A angiotensina, a aldosterona e as catecolaminas promovem o remodelamento cardíaco. Inicialmente uma tentativa de compensação, esse processo se torna deletério em um coração doente.
  4. Piora Contratil e Congestão: O remodelamento inadequado leva à piora da função contrátil e ao desenvolvimento de congestão sistêmica.
  5. Reinício do Ciclo: A congestão e a piora da função cardíaca resultam em nova ativação hormonal e mais dano miocárdico, perpetuando o ciclo de deterioração.

Progressão da Insuficiência Cardíaca

O processo de progressão da IC envolve múltiplos níveis:


Manifestações Clínicas

As manifestações clínicas da insuficiência cardíaca variam dependendo do lado do coração predominantemente afetado, resultando em síndromes de congestão pulmonar ou sistêmica.

IC Direita (Congestão "Sistêmica")

IC Esquerda (Congestão "Pulmonar")

🔎 Diagnóstico: A compreensão das manifestações clínicas por lado do coração é fundamental para o diagnóstico diferencial e a abordagem terapêutica da insuficiência cardíaca.

Diagnóstico

O diagnóstico da insuficiência cardíaca (IC) é fundamentalmente clínico. Embora exames complementares sejam úteis para avaliar a causa, classificação e prognóstico, a presença de um ecocardiograma não é obrigatória para fechar o diagnóstico. Para auxiliar nesse processo, são utilizados os Critérios de Framingham.

(1) Exames Complementares

Diversos exames podem auxiliar no diagnóstico e acompanhamento da insuficiência cardíaca, fornecendo informações importantes sobre a função cardíaca e o estado geral do paciente.

🔎 Diagnóstico: O ecocardiograma é útil para avaliar a causa, classificação e prognóstico da IC, mas não é obrigatório para o diagnóstico inicial, que é essencialmente clínico.

(2) Critérios de Framingham

Os Critérios de Framingham são uma ferramenta clínica para o diagnóstico de insuficiência cardíaca, baseando-se na presença de critérios maiores e menores. O diagnóstico é estabelecido com a presença de 2 critérios maiores ou 1 critério maior + 2 critérios menores, desde que não possam ser atribuídos a outra condição clínica.

A tabela abaixo apresenta os Critérios clínicos modificados de Framingham para o diagnóstico de insuficiência cardíaca.

Critérios Maiores Critérios Menores
Dispneia paroxística noturna Edema bilateral de membros inferiores
Ortopneia Tosse noturna
Pressão venosa jugular elevada Dispneia aos esforços habituais
Estertores pulmonares Hepatomegalia
3ª bulha cardíaca Derrame pleural
Cardiomegalia na radiografia de tórax Taquicardia (≥120 bpm)
Edema pulmonar na radiografia de tórax Perda de peso ≥4,5 kg em 5 dias*
Perda de peso ≥4,5 kg em 5 dias em resposta ao tratamento da IC*
⚠️ Atenção: Estertores pulmonares e perda de peso > 4,5 kg são critérios maiores. Os demais critérios maiores conferem maior certeza ao diagnóstico de IC.

* Se a perda de peso estiver claramente relacionada ao tratamento da insuficiência cardíaca, representa critério maior. Se a causa for incerta, representa critério menor.


Classificação

A insuficiência cardíaca pode ser classificada de diferentes formas, sendo as mais comuns a classificação funcional (NYHA) e a classificação evolutiva (AHA/ACC). Ambas são cruciais para nortear o tratamento e avaliar o prognóstico do paciente.

Classificação Funcional (NYHA - New York Heart Association)

Esta classificação avalia a limitação das atividades físicas do paciente devido aos sintomas da IC.

Classificação Evolutiva (AHA/ACC - American Heart Association/American College of Cardiology)

Esta classificação descreve os estágios da IC, desde o risco até a doença refratária, independentemente da presença de sintomas.

🧠 Conceito: As classificações funcional e evolutiva são essenciais para a prática médica e para a compreensão da progressão da doença, guiando as decisões terapêuticas.

Tratamento

O tratamento da insuficiência cardíaca visa, principalmente, inibir o remodelamento cardíaco, um processo que ocorre em resposta à disfunção cardíaca e que envolve a liberação de substâncias neuro-humorais como angiotensina II, aldosterona e noradrenalina, levando à sobrecarga ventricular e à progressão da doença.

🧠 Lembre-se: A resposta compensatória inicial do coração na IC (liberação de angiotensina II, aldosterona e noradrenalina) leva ao remodelamento cardíaco, que é o alvo principal do tratamento.

Arsenal Terapêutico

O arsenal terapêutico para a insuficiência cardíaca é vasto e inclui drogas que comprovadamente aumentam a sobrevida, drogas que aliviam os sintomas e, em casos selecionados, dispositivos cardíacos. É crucial entender a indicação e as contraindicações de cada um.

(1) Drogas que Aumentam Sobrevida

Estas são as medicações de primeira linha no tratamento da IC, pois atuam diretamente na fisiopatologia da doença, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida a longo prazo.

💊 Tratamento: As principais drogas que atuam na melhora da sobrevida são: IECA/BRA, Espironolactona, Betabloqueadores, Hidralazina + Nitrato, Ivabradina e Valsartana + Sacubitril (Entresto), e os Inibidores da SGLT2 (Dapagliflozina/Empagliflozina).

(2) Drogas que Melhoram Sintomas

Estas medicações são utilizadas para aliviar os sintomas da IC, melhorando a qualidade de vida do paciente, mas sem impacto direto na sobrevida.

(3) Dispositivos

Em casos selecionados, a implantação de dispositivos cardíacos pode ser uma estratégia terapêutica eficaz para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida.

Abordagem Terapêutica dos Pacientes sem Sintomas

Fatores de Risco e Doença Estrutural Assintomática

A organização do tratamento para pacientes sem sintomas de insuficiência cardíaca (IC) é crucial para prevenir a progressão da doença. Nesta fase, a atenção se volta para a gestão de fatores de risco e a identificação de doença estrutural assintomática.

🧠 Conceito: A intervenção precoce em pacientes assintomáticos com fatores de risco ou doença estrutural é fundamental para modificar o curso da insuficiência cardíaca.
Estratégias de Tratamento
💊 Tratamento: Em pacientes com doença estrutural assintomática, a combinação de IECA/BRA e betabloqueadores é a base do tratamento para retardar a progressão da IC.

Abordagem Terapêutica dos Pacientes com Sintomas

Estratégias de Tratamento

Para pacientes que já apresentam sintomas de insuficiência cardíaca, a abordagem terapêutica é guiada pela classificação funcional da New York Heart Association (NYHA), que categoriza a gravidade dos sintomas.

🔎 Diagnóstico: A classificação NYHA é essencial para determinar a intensidade dos sintomas e guiar as decisões terapêuticas em pacientes com IC sintomática.
Tratamento por Classe Funcional NYHA

A terapia medicamentosa é escalonada conforme a progressão dos sintomas:

💊 Tratamento: Para pacientes sintomáticos, a terapia é multifacetada, incluindo IECA/BRA, betabloqueadores, diuréticos, glifozina e espironolactona, com outras opções para casos específicos.
Opções para Casos Refratários

Quando os sintomas são refratários ao tratamento medicamentoso otimizado, outras intervenções podem ser necessárias:

Classe NYHA Descrição dos Sintomas Tratamento Recomendado
NYHA I Sem limitação da atividade física. Sintomas apenas com grande esforço (> 6 METs). IECA/BRA + Betabloqueador
NYHA II Leve limitação da atividade física. Sintomas com médios esforços (4-6 METs). IECA/BRA + Betabloqueador + Diurético + Glifozina + Espironolactona (+/- Hidralazina + Nitrato, +/- Ivabradina, +/- Digitálico)
NYHA III Marcada limitação da atividade física. Sintomas com pequenos esforços (< 4 METs). IECA/BRA + Betabloqueador + Diurético + Glifozina + Espironolactona (+/- Hidralazina + Nitrato, +/- Ivabradina, +/- Digitálico)
NYHA IV Incapacidade de realizar qualquer atividade física sem desconforto. Sintomas em repouso. Otimização das doses dos medicamentos. Considerar suporte circulatório ou transplante cardíaco.

Tratamento da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP)

Desafios e Recomendações Atuais

O tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) apresenta desafios significativos devido à complexidade de sua fisiopatologia e à escassez de evidências científicas robustas para terapias específicas. A abordagem atual foca no manejo dos fatores de risco e comorbidades.

⚠️ Atenção: As evidências para o tratamento da ICFEP são limitadas, e a estratégia principal é o controle rigoroso das comorbidades e fatores de risco.
Estratégias Terapêuticas
💊 Tratamento: A glifozina é a única medicação com recomendação de Classe 2A para redução de mortalidade na ICFEP, complementando o manejo das comorbidades.

Abordagem da Insuficiência Cardíaca Aguda Descompensada

Perfis Hemodinâmicos na IC Aguda Descompensada

A avaliação hemodinâmica é crucial na abordagem da insuficiência cardíaca (IC) aguda descompensada, permitindo classificar o paciente em diferentes perfis que guiam o tratamento. A classificação se baseia na presença de congestão e baixa perfusão em repouso.

🧠 Conceito: A avaliação inicial foca em dois pilares: congestão (paciente "úmido") e baixa perfusão (paciente "frio"). A combinação desses fatores define o perfil hemodinâmico e a estratégia terapêutica. ⚠️ Não pule essa parte!

Classificação dos Perfis Hemodinâmicos

Os pacientes são classificados em quatro perfis principais:

💡 Dica: Lembre-se que "quente" significa boa perfusão e "frio" significa baixa perfusão. "Úmido" indica congestão e "seco" ausência de congestão.

Resumo da Abordagem por Perfil

Um resumo rápido das condutas iniciais para cada perfil:

Agora, vamos aprofundar um pouco mais nos perfis B, C e D/L, que são os mais relevantes na prática clínica e em avaliações.

IC Perfil B (Quente e Úmido)

Este perfil caracteriza-se por congestão (paciente "úmido") e perfusão normal (paciente "quente"). É o cenário mais comum na descompensação aguda da insuficiência cardíaca. O objetivo principal do tratamento é aliviar a congestão.

Tratamento do Perfil B

💊 Tratamento: No Perfil B, o foco é na descongestão. Diuréticos e vasodilatadores são as ferramentas principais. Evite morfina no EAP! ⚠️

Edema Agudo de Pulmão (EAP)

O Edema Agudo de Pulmão (EAP) é uma condição grave caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido nos pulmões, especificamente no interstício pulmonar e, em casos mais avançados, nos alvéolos. Isso compromete severamente as trocas gasosas, levando a uma insuficiência respiratória aguda hipoxêmica. Geralmente, ocorre no contexto da descompensação da insuficiência cardíaca.

🧠 Conceito: O EAP é o resultado do extravasamento de líquido dos capilares pulmonares para o interstício, dificultando a oxigenação e causando insuficiência respiratória aguda. É uma manifestação de congestão pulmonar severa.

Causas do EAP

A principal causa de EAP é a insuficiência cardíaca descompensada. No entanto, outras condições podem precipitar ou contribuir para o seu desenvolvimento:

Quadro Clínico

O paciente com EAP apresenta um quadro clínico característico, que pode variar em intensidade:

🚨 Emergência: A dispneia súbita e intensa, acompanhada de sinais de má perfusão ou hipertensão/hipotensão, deve levantar a suspeita de EAP. A saída de líquido róseo é um sinal de gravidade extrema.

Diagnóstico

O diagnóstico do EAP é eminentemente clínico, complementado por exames de imagem e laboratoriais:

🔎 Diagnóstico: A combinação de clínica, achados de imagem (linhas B no USG, infiltrado em asa de morcego no RX) e BNP elevado é fundamental para confirmar o EAP cardiogênico.

Tratamento do EAP

O tratamento do EAP é uma emergência e deve ser iniciado rapidamente:

💊 Tratamento: A abordagem inicial do EAP inclui oxigênio, elevação da cabeceira, VNI, furosemida IV e vasodilatadores. A rapidez no início do tratamento é vital.

IC Perfil C (Frio e Úmido)

O perfil C é caracterizado por congestão (paciente "úmido") e baixa perfusão (paciente "frio"). Este é um quadro de maior gravidade, indicando que o coração não está conseguindo bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do corpo, ao mesmo tempo em que há acúmulo de líquidos.

🚨 Emergência: O Perfil C representa uma descompensação grave da IC, com falha de bomba e congestão. A intervenção rápida é crucial para melhorar a perfusão e reduzir a congestão.

Tratamento do Perfil C

💊 Tratamento: No Perfil C, a prioridade é o uso de inotrópicos para melhorar a função de bomba. Vasopressores são reservados para choque, e a furosemida ajuda na redução de volume.

IC Perfil D/L (Frio e Seco)

O perfil D/L é caracterizado por baixa perfusão (paciente "frio") e ausência de congestão (paciente "seco"). Este perfil sugere que o paciente pode estar hipovolêmico ou que a baixa perfusão não é primariamente devido à congestão, mas sim a outras causas.

⚠️ Atenção: No Perfil D/L, o principal cuidado é hidratar com cautela. O objetivo é melhorar a perfusão sem precipitar congestão, ou seja, evitar "transformar um paciente 'seco' em 'úmido'".

Tratamento do Perfil D/L

A abordagem principal para este perfil é a hidratação venosa cautelosa. É fundamental monitorar de perto a resposta do paciente para evitar sobrecarga de volume e a transição para um perfil congesto (por exemplo, Perfil B ou C).

Se a baixa perfusão persistir após a hidratação cautelosa, outras causas devem ser investigadas, como:

💊 Tratamento: Hidratação venosa cuidadosa é a primeira linha. Se não houver melhora, investigar e tratar outras causas de choque ou baixa perfusão.