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Tromboelastograma

O tromboelastograma (TEG) oferece uma avaliação da coagulação sanguínea de forma mais instantânea e fidedigna, pois analisa o sangue total (e não apenas uma amostra de plasma), considerando fatores como a temperatura corporal do paciente. Esta metodologia permite uma visão dinâmica e global da hemostasia, desde o início da formação do coágulo até sua lise.

Parâmetros Utilizados no TEG

A interpretação do TEG baseia-se na análise de diversos parâmetros gráficos que refletem as diferentes fases da coagulação:

Clotting Time (CT) ou Reaction Time (R)

🧠 Conceito Chave: O CT é o primeiro indicador de um problema na iniciação da coagulação. Um CT prolongado sugere hipocoagulabilidade.

Clot Formation Time (CFT) ou K Time

Ângulo Alfa (α)

Maximum Clot Firmness (MCF) ou Maximum Amplitude (MA)

Maximum Lysis (ML)

💊 Tratamento: Em casos de hiperfibrinólise (ML > 15%), o tratamento é com antifibrinolíticos, como o ácido tranexâmico.

Vias de Ativação do TEG (Testes Específicos)

Para diferenciar a causa das alterações nos parâmetros básicos, são utilizados testes com diferentes ativadores:

Qual Via Escolher?

A escolha das vias adicionais depende dos resultados iniciais:

Parâmetros Avaliados em Cada Via e Interpretação

EXTEM

INTEM

Resumo dos Parâmetros e Condutas

Parâmetro Valores de Referência (Aprox.) Alteração Implicação Tratamento/Conduta
CT (EXTEM) 38-79 segundos Alargado (> 79s) Deficiência de fatores da via extrínseca Reposição de fator (PFC ou complexo protrombínico)
CT (INTEM) 100-240 segundos Alargado (> 240s) Deficiência de fatores da via intrínseca ou heparina Realizar HEPTEM para diferenciar; reposição de fator se deficiência
MCF / Ângulo Alfa MCF: 50-72mm; Ângulo Alfa: 43-65° Baixos (MCF < 50mm) Deficiência de plaquetas ou fibrinogênio Reposição de plaquetas ou crioprecipitado
ML (Lise Máxima) < 15% Elevado (> 15%) Hiperfibrinólise Antifibrinolítico (ácido tranexâmico, ácido aminocaproico)