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Cirrose e Suas Consequências


Conceitos Iniciais

O fígado é um órgão notável por sua capacidade regenerativa, podendo se recuperar completamente em poucas semanas ou meses. Contudo, na cirrose, essa capacidade é superada por uma agressão contínua e crônica, que leva à formação de traves de fibrose e processos cicatriciais irreversíveis. Essa condição resulta na alteração completa da citoarquitetura hepática, caracterizada pela presença dessas traves fibróticas associadas a nódulos regenerativos.

🧠 Conceito-chave: A cirrose é definida pela presença de traves fibróticas e nódulos regenerativos que distorcem a arquitetura hepática normal, resultando em disfunção.

Complicações da Cirrose

As consequências da cirrose podem ser categorizadas em dois grandes grupos, que frequentemente se interligam e contribuem para o quadro clínico complexo da doença:

1. Insuficiência Hepática

Devido à alteração estrutural do fígado, os hepatócitos tornam-se progressivamente disfuncionais. Isso compromete as múltiplas funções metabólicas e sintéticas do órgão, levando ao surgimento de diversas manifestações clínicas de insuficiência hepatocelular.

2. Hipertensão Porta

A hipertensão porta é definida por um gradiente pressórico entre o sistema porta e o sistema cava superior a 5 mmHg. Para compreender suas manifestações, é fundamental relembrar a anatomia e o funcionamento da circulação porta.

A veia porta é formada pela união da veia mesentérica superior e da veia esplênica, e é responsável por drenar aproximadamente um quarto do débito cardíaco para o fígado. Na cirrose, a resistência ao fluxo sanguíneo dentro do fígado aumenta drasticamente, elevando a pressão no sistema porta. Em resposta a essa elevação, desenvolvem-se vasos colaterais, conhecidos como anastomoses portossistêmicas, que tentam desviar o sangue do sistema porta diretamente para a circulação sistêmica, contornando o fígado.

Principais Anastomoses Portossistêmicas e Suas Consequências
⚠️ Atenção: A hipertensão porta é um estado de "entra muito sangue, sai pouco sangue" no sistema portal, levando ao desenvolvimento de colaterais para desviar o fluxo e tentar equalizar as pressões.

Conceitos High Yield Notes

É crucial memorizar alguns conceitos-chave relacionados à circulação porta e aos gradientes de pressão:

Manifestações Clínicas da Cirrose

As manifestações clínicas da cirrose são um reflexo da combinação da insuficiência hepática e da hipertensão porta. Abaixo, detalhamos as principais e seus mecanismos:

Manifestações de Insuficiência Hepática Manifestações de Hipertensão Porta
Hiperestrogenismo (Telangiectasias, Eritema Palmar, Ginecomastia) Varizes Esôfago-Gástricas
Coagulopatia Hemorroidas
Hipoalbuminemia Circulação Colateral Abdominal (Cabeça de Medusa)
Síndrome Hepatorrenal Esplenomegalia
Encefalopatia Hepática Ascite
Encefalopatia Hepática
Mecanismos das Manifestações

Classificação e Etiologia da Hipertensão Porta

A hipertensão porta pode ser classificada de acordo com o local da obstrução ao fluxo sanguíneo, o que é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo. Divide-se em três grandes grupos: pré-hepática, intra-hepática e pós-hepática.

1. Hipertensão Porta Pré-Hepática

🔎 Características: Geralmente cursa com muitas varizes, pouca ou nenhuma ascite e esplenomegalia. A função hepática costuma estar preservada.

2. Hipertensão Porta Intra-Hepática

Esta categoria é subdividida com base na localização da obstrução dentro do lóbulo hepático, que inclui o espaço porta (com ramos da artéria hepática, veia porta e canalículo biliar), os sinusoides e a veia centrolobular.

Pré-Sinusoidal
💡 Dica: Caracterizada por muitas varizes e pouca ou nenhuma ascite.
🧠 Lembre-se: Como o líquido ascítico é um extravasamento dos sinusoides hepáticos, a hipertensão portal pré-sinusoidal não costuma cursar com ascite significativa, pois a obstrução ocorre antes dos sinusoides.
Sinusoidal
💡 Dica: Apresenta muitas varizes e muita ascite.
✅ Confirmação: A cirrose, ao alterar a arquitetura hepática e aumentar a pressão intrasinusoidal, é uma causa primária de ascite na hipertensão porta.
Pós-Sinusoidal
💡 Dica: Observa-se poucas varizes e muita ascite.

3. Hipertensão Porta Pós-Hepática

🚨 Alerta: Frequentemente associada a ascite refratária e sinais de congestão sistêmica.
🧠 Conceito: Na Síndrome de Budd-Chiari, a trombose das veias hepáticas impede o fluxo de saída do fígado, resultando em congestão hepática, aumento da pressão nos sinusoides e, consequentemente, ascite.

Varizes Esofagogástricas

As varizes esofagogástricas representam uma das complicações mais temidas da hipertensão portal, sendo a principal causa de morte em pacientes cirróticos. Elas surgem devido à dificuldade do fluxo sanguíneo através do fígado cirrótico, forçando o sangue a buscar vias alternativas de drenagem.

Fisiopatologia

O esôfago possui uma drenagem venosa dupla: parte para a veia cava e parte para o sistema porta. Na presença de hipertensão portal, o sangue encontra grande resistência no sistema porta e é "regurgitado" para a circulação esofágica e gástrica, sobrecarregando as veias locais e levando à formação de varicosidades.

🧠 Conceito Chave: A hipertensão portal leva a um shunt do sangue através da veia gástrica esquerda e vasos curtos, sobrecarregando as veias esofágicas e gástricas e formando as varizes.

Aspectos Epidemiológicos e Prognósticos

Classificação das Varizes

A classificação endoscópica das varizes é baseada no seu diâmetro:

Abordagem Terapêutica

Situação A: Profilaxia Primária (Paciente Nunca Sangrou)

A profilaxia primária é indicada para pacientes com cirrose e hipertensão portal clinicamente significativa (evidenciada por ascite, circulação colateral ou GPP > 10 mmHg) que nunca apresentaram sangramento varicoso.

💊 Dica de Tratamento: Lembre-se que os betabloqueadores não seletivos são a primeira escolha para profilaxia primária. A ligadura elástica é uma excelente alternativa em casos de intolerância ou contraindicação.

Situação B: Manejo da Hemorragia Aguda (Paciente Sangrou)

O manejo de um episódio de sangramento agudo por varizes esofagogástricas é uma emergência médica e envolve uma abordagem multifacetada:

  1. Estabilização Hemodinâmica.
  2. Investigação da Fonte e Tratamento Agudo (EDA + Drogas).
  3. Prevenção de Complicações.
1. Estabilização Hemodinâmica

É a prioridade inicial. Inclui a reposição volêmica com cristaloides, sangue e/ou plasma, conforme a necessidade do paciente. É crucial manter a estabilidade hemodinâmica para otimizar a perfusão tecidual.

🚨 Atenção: Não se deve administrar betabloqueadores na vigência de sangramento agudo! O paciente está instável e necessita da contratilidade cardíaca preservada para compensar a perda volêmica.
2. Descoberta da Fonte e Tratamento Específico

Após a estabilização inicial, a fonte do sangramento deve ser identificada e tratada.

🔎 Diagnóstico e Tratamento: O cianocrilato é a escolha para varizes gástricas! Essa é uma informação de alta relevância para provas.
💊 Tratamento Farmacológico: As drogas vasoativas são cruciais no manejo agudo, reduzindo o sangramento e a pressão portal. Inicie-as precocemente!
🚨 Medida Temporária: O balão é uma solução de resgate para sangramento incontrolável, mas com tempo limitado de uso devido ao risco de complicações.
🧠 Conceito TIPS: O TIPS desvia o fluxo portal para a circulação sistêmica, reduzindo a pressão portal, mas com o risco significativo de encefalopatia hepática devido à passagem de toxinas não metabolizadas pelo fígado.
3. Prevenção de Complicações

Após o controle do sangramento agudo, a prevenção de complicações é fundamental.


Ascite

A ascite, definida como o acúmulo de líquido na cavidade peritoneal, é a complicação mais comum da cirrose e um marcador de descompensação hepática. Sua presença indica um prognóstico reservado e a necessidade de investigação para diferenciar entre causas relacionadas à hipertensão portal e doenças peritoneais.

Manobras Semiológicas e Diagnóstico

A detecção da ascite pode ser feita por meio de exame físico e confirmada por exames de imagem.

Paracentese Diagnóstica

A paracentese é fundamental para determinar a etiologia da ascite e guiar o tratamento.

🧪 Exame Essencial: A paracentese diagnóstica é indispensável para diferenciar as causas da ascite e direcionar o manejo.

Interpretação dos Resultados: Gradiente de Albumina Soro-Ascite (GASA)

O GASA é o principal critério para diferenciar ascite por hipertensão portal de ascite por doenças peritoneais.

Causas de Ascite com GASA ≥ 1,1 g/dL (Hipertensão Portal) Causas de Ascite com GASA < 1,1 g/dL (Doença Peritoneal)
Cirrose Carcinomatose peritoneal
Hepatite Alcoólica Tuberculose peritoneal
Cirrose Cardíaca (Insuficiência Cardíaca) Ascite pancreática
Ascite Mista Obstrução ou infarto intestinal
Metástases hepáticas maciças Ascite biliar
Insuficiência hepática fulminante Síndrome nefrótica
Síndrome de Budd-Chiari Vazamento linfático pós-operatório
Trombose de veia porta Serosite em doenças inflamatórias
Mixedema
Síndrome de obstrução sinusoidal
Fígado esteatótico da gravidez

Refinando os Conceitos: Diferenciação Adicional

Para diferenciar causas de ascite com GASA alto (ex: cirrose vs. Budd-Chiari) ou refinar o diagnóstico em GASA baixo, a dosagem de proteínas totais no líquido ascítico é crucial.

🧠 Conceito Importante: A avaliação das proteínas totais no líquido ascítico é fundamental para o diagnóstico diferencial, especialmente em ascites com GASA elevado.
Tipo de Ascite GASA Proteínas Totais no Líquido Ascítico Outras Características
Cirrose ≥ 1,1 g/dL (Alto) < 2,5 g/dL (Baixo) Causa mais comum. Bioquímica e citometria normais (exceto proteínas).
Neoplásica < 1,1 g/dL (Baixo) Alto 2ª causa mais comum. Citologia oncótica positiva, LDH alto.
Cardíaca ≥ 1,1 g/dL (Alto) > 2,5 g/dL (Alto) Citometria e bioquímica geralmente normais (exceto proteínas).
Tuberculosa < 1,1 g/dL (Baixo) Alto Predomínio de mononucleares (> 500 células/mm³), ADA alta. Laparoscopia com biópsia (granulomas) é padrão-ouro.
Síndrome Nefrótica < 1,1 g/dL (Baixo) < 2,5 g/dL (Baixo) Associada a proteinúria maciça e hipoalbuminemia sistêmica.

Tratamento da Ascite

O manejo da ascite visa reduzir o volume de líquido e prevenir complicações.

💡 Meta do Tratamento: A meta é uma perda de peso de 0,5 kg/dia, ou até 1 kg/dia se houver edema periférico associado.

Reposição de Albumina

A reposição de albumina é essencial em paracenteses de grande volume para prevenir disfunção circulatória pós-paracentese.

🩸 High Yield Note: A reposição de albumina em paracenteses de grande volume é uma questão clássica de prova! Não se esqueça da proporção de 6-8g/L.

Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE)

A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma complicação grave da cirrose hepática, caracterizada pela infecção do líquido ascítico sem uma fonte intra-abdominal evidente. É quase exclusiva de pacientes com ascite cirrótica.

Conceitos Iniciais

A PBE ocorre devido à translocação bacteriana do lúmen intestinal para o líquido ascítico. As bactérias mais frequentemente envolvidas são monobacterianas, como Escherichia coli e Klebsiella spp. Em casos de síndrome nefrótica, deve-se considerar o Pneumococo como agente etiológico.

A fisiopatologia envolve a deficiência na produção hepática de proteínas de defesa, como imunoglobulinas e opsoninas, o que favorece a proliferação bacteriana no líquido ascítico.

Quadro Clínico

Os sintomas da PBE podem ser variados e, por vezes, inespecíficos, o que exige alta suspeição clínica em pacientes cirróticos com ascite. Os sinais e sintomas mais comuns incluem:

⚠️ Atenção: A PBE pode ser assintomática em até 30% dos casos, ressaltando a importância da paracentese diagnóstica em qualquer cirrótico com ascite e piora clínica inexplicada.

Diagnóstico

O diagnóstico da PBE é estabelecido principalmente pela paracentese diagnóstica com análise do líquido ascítico.

🔎 Diagnóstico Rápido: PMN > 250 células/mm³ no líquido ascítico é suficiente para iniciar o tratamento da PBE.

Diagnóstico Diferencial

É fundamental diferenciar a PBE de outras condições que podem cursar com alterações no líquido ascítico:

Tratamento

O tratamento da PBE consiste na administração de cefalosporina de 3ª geração, com preferência pela Cefotaxima, por um período de 5 dias.

Profilaxias

A profilaxia é crucial para prevenir novos episódios de PBE e suas complicações.

Profilaxia Primária

Indicada para pacientes que nunca tiveram PBE, mas apresentam alto risco:

💡 Dica: Baixa proteína na ascite (<1,5 g/dL) significa menor defesa contra bactérias, justificando a profilaxia crônica.

Profilaxia Secundária

Indicada para pacientes que já tiveram um episódio de PBE, devido ao alto risco de recorrência (cerca de 70%).

Profilaxia da Síndrome Hepatorrenal (SHR) durante PBE

Durante o tratamento da PBE, é fundamental realizar a profilaxia da Síndrome Hepatorrenal (SHR), uma complicação grave e potencialmente fatal.


Peritonite Bacteriana Secundária (PBS)

Diferente da PBE, a Peritonite Bacteriana Secundária (PBS) é causada por uma lesão de víscera intra-abdominal, como perfuração de apêndice, divertículo ou úlcera, resultando em peritonite generalizada.

Características e Diagnóstico

A PBS se distingue da PBE por apresentar:

🚨 Alerta: A presença de múltiplos critérios no líquido ascítico (proteína > 1g/dL, glicose < 50 mg/dL, LDH elevada) aponta para uma peritonite bacteriana secundária, que exige abordagem diferente da PBE.

Conduta

A abordagem da PBS é mais agressiva e envolve:

Comparativo - PBE vs. PBS e Diagnósticos Diferenciais

Condição PMN Cultura Proteína LDH Glicose Conduta
PBE > 250 (+) Monobacteriana < 1 g/dL Normal/Baixa > 50 mg/dL Cefotaxima + Albumina
Ascite Neutrofílica > 250 (-) < 1 g/dL Normal/Baixa > 50 mg/dL Tratar como PBE
Bacterascite < 250 (+) Monobacteriana Variável Variável Variável Tratar se sintomas ou Reavaliar em 48h
PBS > 250 (+) Polimicrobiana > 1 g/dL Elevada < 50 mg/dL Cefotaxima + Metronidazol + Cirurgia

Visão Completa das Profilaxias no Paciente Cirrótico

Um resumo das principais profilaxias em pacientes com cirrose e suas complicações:

Profilaxia de Hemorragia por Varizes Esofagogástricas

Primária (para quem nunca sangrou)

Secundária (para quem já sangrou e está estável > 6 dias)

Profilaxia de PBE

Primária

Secundária

Profilaxia da Síndrome Hepatorrenal (SHR)


Encefalopatia Hepática

A encefalopatia hepática (EH) é uma síndrome neuropsiquiátrica complexa que ocorre em pacientes com insuficiência hepática e/ou hipertensão portal, caracterizada por um espectro de anormalidades neurológicas e psiquiátricas.

Fisiopatologia e Causas

O principal fator etiológico é o aumento dos níveis de amônia (NH₃) na circulação sistêmica, devido à falha do fígado em metabolizá-la. As causas subjacentes incluem insuficiência hepatocelular e hipertensão portal.

Quadro Clínico

Os sintomas variam de leves a graves e podem incluir:

🧠 Conceito Chave: Insônia noturna e sonolência diurna excessiva são sinais sugestivos de encefalopatia hepática em provas.

Diagnóstico

O diagnóstico da encefalopatia hepática é essencialmente clínico. Embora a dosagem de amônia sérica possa ser realizada, seus níveis são erráticos e variam muito ao longo do dia, não sendo um bom marcador isolado para o diagnóstico ou monitoramento.

Fatores Precipitantes

A EH pode ser precipitada ou agravada por diversas condições, sendo as mais comuns:

Tratamento

O tratamento da EH visa corrigir os fatores precipitantes e reduzir a produção e absorção de amônia:


Síndrome Hepatorrenal (SHR)

A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é uma complicação grave da cirrose avançada, caracterizada por uma disfunção renal progressiva na ausência de doença renal intrínseca, precipitada por uma falência hepática grave.

Conceitos e Fisiopatologia

A SHR é uma forma de injúria renal aguda (IRA) que ocorre em pacientes com doença hepática grave, como cirrose com ascite. A fisiopatologia central envolve uma vasodilatação periférica e esplâncnica intensa, mediada pela liberação de substâncias vasodilatadoras (como óxido nítrico) em resposta à presença de toxinas não depuradas na circulação. Essa vasodilatação leva a uma redução do volume arterial efetivo, ativando sistemas vasoconstritores endógenos (sistema renina-angiotensina-aldosterona e sistema nervoso simpático). Paradoxalmente, essa ativação resulta em vasoconstrição renal severa, comprometendo o fluxo sanguíneo para os rins, mesmo na ausência de hipovolemia real ou lesão renal estrutural.

🧠 Lembre-se: A SHR é uma IRA pré-renal que não melhora com volume, caracterizada por vasoconstrição renal funcional em um contexto de vasodilatação sistêmica.

Diagnóstico

O diagnóstico da SHR é de exclusão e baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais. Historicamente, alguns critérios eram utilizados, mas foram atualizados em 2024 pelo International Club of Ascites (ICA) e Acute Dialysis Quality Initiative (ADQI).

Critérios Diagnósticos Antigos

Critérios Diagnósticos 2024 (ICA + ADQI)

Os critérios atuais são mais precisos e focam na lesão renal aguda (LRA) em pacientes cirróticos:

  1. Cirrose com ascite.
  2. Critérios de Lesão Renal Aguda (LRA) pela KDIGO:
  3. Ausência de melhora da creatinina e/ou débito urinário:
  4. Ausência de forte evidência de outra causa primária de LRA (NOVO):

A análise do sedimento urinário e biomarcadores pode auxiliar no diagnóstico diferencial:

Classificação 2024

A classificação atual da SHR segue a temporalidade da KDIGO:

Tratamento

O tratamento da SHR visa restaurar a perfusão renal e é complexo:

Classificação Antiga da SHR

Embora a classificação de 2024 seja a mais atual, a antiga ainda pode ser encontrada em algumas referências: