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Vasculites


Introdução às Vasculites

As vasculites representam um grupo heterogêneo de doenças caracterizadas por um processo de inflamação vascular que ocorre em um contexto de inflamação sistêmica. É crucial entender que não se trata apenas de uma inflamação localizada no vaso, mas sim de uma resposta inflamatória generalizada que, por mecanismos ainda não totalmente elucidados, desencadeia o acometimento vascular.

🧠 Conceito Chave: Vasculite é inflamação sistêmica que culmina em inflamação do vaso, não o contrário.

Manifestações Clínicas

A apresentação clínica das vasculites é bastante variada e depende diretamente do calibre dos vasos sanguíneos acometidos, bem como dos órgãos que esses vasos irrigam. Os sintomas podem ser divididos em manifestações de inflamação sistêmica e inflamação vascular.

Epidemiologia Geral

Em geral, as vasculites são mais comuns no sexo masculino. Contudo, há uma exceção importante: as vasculites de grande calibre tendem a predominar no sexo feminino.

Diagnóstico das Vasculites

O diagnóstico das vasculites envolve a combinação de marcadores inflamatórios, testes sorológicos específicos e, em muitos casos, a avaliação direta do vaso acometido.

Marcadores Inflamatórios

A maioria das vasculites apresenta um padrão de inflamação sistêmica que pode ser detectado por exames laboratoriais inespecíficos, mas que são importantes para a suspeita diagnóstica:

🧪 Dica de Prova: A presença desses achados inespecíficos é comum, mas a menção de ANCA em uma questão facilita muito o diagnóstico diferencial.

Anticorpos Anticitoplasma de Neutrófilos (ANCA)

O ANCA é um marcador sorológico crucial para algumas vasculites de pequenos vasos. Sua positividade frequentemente sugere a possibilidade de Síndrome Pulmão-Rim.

⚠️ Atenção: No passado, ANCA positivo era quase diagnóstico. Hoje, sabemos que pode haver falsos positivos.

Para aumentar a fidedignidade diagnóstica, outros exames são associados:

🔎 Diagnóstico Diferencial:

É importante notar que, na Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (Churg-Strauss), a lesão glomerular é clinicamente menos expressiva, diferentemente da Poliangeíte Microscópica e da Granulomatose com Poliangeíte (Wegener), que podem manifestar a grave Síndrome Pulmão-Rim.

Avaliação do Vaso Acometido

A confirmação diagnóstica ideal seria a biópsia do vaso afetado. No entanto, nem sempre é viável (ex: biópsia da aorta). Nesses casos, métodos de imagem são utilizados:

🚨 Emergência: A principal causa de Síndrome Pulmão-Rim não vasculítica é a Leptospirose!

Classificação das Vasculites (Chapel Hill)

A classificação de Chapel Hill categoriza as vasculites primárias com base no calibre predominante dos vasos acometidos, o que auxilia na compreensão das manifestações clínicas.

Predomínio de Vasos Exemplos Quadro Clínico Típico
Grandes Vasos Arterite de Takayasu, Arterite Temporal (de Células Gigantes) Claudicação, redução de pulso, sopros, assimetria de pressão arterial.
Médios Vasos Poliarterite Nodosa (PAN), Doença de Kawasaki Livedo reticular, nódulos subcutâneos, mononeurite múltipla, microaneurismas, angina.
Pequenos Vasos Poliangeíte Microscópica*, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (Churg-Strauss), Granulomatose com Poliangeíte (Wegener)*, Crioglobulinemia, Púrpura de Henoch-Schönlein Púrpura palpável, hemorragia alveolar*, glomerulonefrite*, uveíte.
Calibre Variável Doença de Behçet, Tromboangeíte Obliterante (Doença de Buerger) Clínica muito variável, dependendo do vaso e órgão afetado.

(*) Vasculites que podem gerar Síndrome Pulmão-Rim: Poliangeíte Microscópica e Granulomatose com Poliangeíte (Wegener).

💡 Dica: Dentre as vasculites primárias, a Doença de Buerger é a única que não é considerada "primária" no sentido estrito de uma doença autoimune sistêmica, estando fortemente associada ao tabagismo.

Arterite Temporal ou de Células Gigantes

A Arterite Temporal é uma vasculite de grandes vasos que afeta predominantemente artérias cranianas e seus ramos.

Epidemiologia

Acomete principalmente o sexo feminino, geralmente com mais de 50 anos, com uma idade média de apresentação em torno dos 75 anos.

Manifestações Clínicas

O quadro clínico é característico e inclui:

Os vasos mais comumente acometidos são a artéria temporal, mandibular, oftálmica e central da retina. O acometimento da artéria central da retina pode levar à amaurose (perda súbita da visão), que é a complicação mais temida e uma urgência oftalmológica.

💡 Dicas para a Prova:

Achados Laboratoriais

O principal achado laboratorial é a elevação expressiva do VHS (Velocidade de Hemossedimentação), frequentemente acima de 40-50 mm/h, sendo uma marca da doença.

Diagnóstico

O padrão-ouro para o diagnóstico é a biópsia da artéria temporal. Alternativamente, o USG Doppler da artéria temporal pode mostrar o sinal do "halo" (edema da parede vascular).

💊 Tratamento Urgente: Não se deve esperar o resultado da biópsia para iniciar o tratamento, especialmente se houver suspeita de acometimento ocular.

Tratamento

O tratamento é baseado em corticosteroides e pode incluir:

🧠 Lembre-se: A Polimialgia Reumática, quando associada, também responde dramaticamente ao tratamento com corticoides.

Arterite de Takayasu

A Arterite de Takayasu é uma vasculite granulomatosa crônica que afeta a aorta e seus principais ramos, sendo mais comum em jovens.

Epidemiologia

Predomina no sexo feminino e em pacientes jovens, geralmente com idade inferior a 40 anos.

Manifestações Clínicas

Os sintomas resultam da estenose ou oclusão dos grandes vasos:

🧠 Mecanismo: A Takayasu tem predileção pela artéria subclávia, carótida e aorta, o que explica a claudicação de membros superiores, assimetria de pulsos e a hipertensão renovascular.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por exames de imagem que visualizam os vasos acometidos:

Tratamento

O tratamento visa controlar a inflamação e restaurar o fluxo sanguíneo:

Vasculites de Grandes Vasos - Takayasu vs. Temporal

Característica Arterite de Takayasu Arterite Temporal (de Células Gigantes)
Idade e Sexo Mulher jovem (< 40 anos) Mulher idosa (> 50 anos, média 75 anos)
Artérias Afetadas Aorta e seus ramos (subclávia, carótida, renal) Temporal, oftálmica, mandibular, central da retina
Claudicação Membros superiores (braços) Mandíbula
Lesão Grave Hipertensão renovascular Cegueira/Amaurose
Detalhes Clínicos Coarctação reversa (pulsos e PA assimétricos nos MMSS), sopros Cefaleia, hipersensibilidade do escalpo, ↑↑VHS, febre indeterminada, associação com Polimialgia Reumática (40%)
Diagnóstico Angiografia/Angio-TC/Angio-RNM Biópsia da temporal (padrão-ouro), USG Doppler
Tratamento Corticoides +/- MTX, revascularização (após remissão) Corticoides (resposta dramática), pulsoterapia (amaurose), AAS

Doença de Kawasaki

A Doença de Kawasaki é uma vasculite de médios vasos que afeta predominantemente crianças, sendo a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância.

Epidemiologia

Acomete principalmente crianças, com maior incidência no sexo masculino.

Clínica e Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e requer a presença de febre prolongada (critério obrigatório) associada a pelo menos quatro dos cinco critérios adicionais:

  1. Febre > 5 dias (critério obrigatório).
  2. Congestão conjuntival bilateral: Hiperemia não exsudativa.
  3. Alterações em lábios e cavidade oral: Lábios eritematosos, fissurados, "língua em framboesa", eritema difuso da orofaringe.
  4. Linfonodomegalia cervical não-supurativa: Geralmente unilateral, maior que 1,5 cm.
  5. Exantema polimorfo: Rash cutâneo de diversas morfologias.
  6. Eritema e edema palmo-plantar: Com descamação periungueal na fase de convalescença.
🔎 Diagnóstico:

Achados Laboratoriais

A maioria das vasculites não altera o complemento, mas na Doença de Kawasaki, pode haver elevação do C3, sendo uma exceção.

Complicação

A principal complicação (mais temida) é o aneurisma coronariano, que pode levar a infarto do miocárdio, arritmias e morte súbita.

Exames Complementares

O ecocardiograma é fundamental e de realização obrigatória para monitorar o acometimento coronariano:

Se aneurismas forem identificados, o ecocardiograma deve ser realizado semanalmente. Na maioria dos casos, aneurismas pequenos podem regredir. Se o ecocardiograma não for conclusivo, a angiografia coronariana (cateterismo) pode ser indicada.

Tratamento

O tratamento precoce é crucial para prevenir complicações cardíacas:

💊 Tratamento Avançado: Estudos recentes sugerem o uso de Infliximab para casos refratários à terapia padrão.

Poliarterite Nodosa (PAN)

A Poliarterite Nodosa é uma vasculite necrosante de médios vasos, que pode afetar múltiplos órgãos, mas classicamente poupa os pulmões.

Epidemiologia

Acomete predominantemente homens mais velhos, geralmente na faixa etária de 40 a 60 anos.

Manifestações Clínicas

O quadro clínico é multissistêmico e pode incluir:

🧠 Perfil Clássico: "É o homem mais velho que sente dor abdominal após comer, dor no testículo após relação sexual, mononeurite múltipla e livedo reticular."

Achados Laboratoriais

Uma associação importante é a positividade para sorologia de Hepatite B (HBsAg e HBeAg positivos) em 10-30% dos casos, o que sugere uma vasculite secundária à infecção.

Diagnóstico

O diagnóstico é confirmado pela demonstração da vasculite:

Tratamento

O tratamento da PAN geralmente envolve uma combinação de imunossupressores:

⚠️ Atenção: A Poliarterite Nodosa (PAN) poupa o pulmão! Se houver acometimento pulmonar, deve-se pensar em Poliangeíte Microscópica ou outras vasculites de pequenos vasos.

Poliangeíte Microscópica

A Poliangeíte Microscópica é uma vasculite necrosante de pequenos vasos, frequentemente associada à Síndrome Pulmão-Rim.

Epidemiologia

Assim como a PAN, acomete predominantemente homens mais velhos. É frequentemente descrita como "a prima da PAN, mas que pegou pulmão", indicando similaridades clínicas, mas com o diferencial do acometimento pulmonar.

Manifestações Clínicas

O quadro clínico é caracterizado por uma vasculite de pequenos vasos que frequentemente se manifesta como Síndrome Pulmão-Rim:

Diagnóstico

O principal marcador sorológico é o P-ANCA positivo (anti-MPO). Lembre-se: P de Poliangeíte Microscópica = P-ANCA.

🚨 Síndrome Pulmão-Rim: Diagnósticos Diferenciais

A Síndrome Pulmão-Rim (caracterizada por hemoptise e glomerulonefrite) é uma emergência médica com diversas causas:


Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (Churg-Strauss)

🧠 Conceito Chave: É a vasculite sistêmica fortemente associada à asma brônquica.

Epidemiologia

Manifestações Clínicas

A apresentação clínica é bastante característica e envolve múltiplos sistemas:

⚠️ Atenção: A miocardite eosinofílica é uma complicação de alta morbimortalidade e deve ser ativamente investigada.

Síndrome Pulmão-Rim

Embora seja uma vasculite ANCA-associada, a Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEPA) apresenta uma síndrome pulmão-rim com características distintas:

Achados Laboratoriais

Diagnóstico

O diagnóstico definitivo é estabelecido pela biópsia, preferencialmente pulmonar, que revela a presença de granulomas eosinofílicos, vasculite de pequenos vasos e infiltrados eosinofílicos extravasculares.

Tratamento

A terapia inicial para casos moderados a graves geralmente envolve a combinação de:


Poliangeíte com Granulomatose (Wegener)

Epidemiologia

Manifestações Clínicas

Caracteriza-se por uma tríade clássica de acometimento de vias aéreas superiores, pulmões e rins:

🔎 Diagnóstico Diferencial: A presença de febre, emagrecimento, hemoptise e cavidades pulmonares pode mimetizar tuberculose. Em regiões endêmicas, a tuberculose deve ser sempre a primeira hipótese a ser excluída.

Síndrome Pulmão-Rim

Na Poliangeíte com Granulomatose (GPA), a síndrome pulmão-rim é tipicamente grave:

Achados Laboratoriais

Diagnóstico

O diagnóstico é confirmado por biópsia, preferencialmente de vias aéreas superiores ou pulmão, que revela a presença de granulomas necrosantes, vasculite de pequenos e médios vasos e inflamação granulomatosa.

Tratamento

O tratamento é similar ao da GEPA para casos graves:

Vasculites ANCA-Associadas e Síndrome Pulmão-Rim

É fundamental diferenciar as vasculites ANCA-associadas, especialmente no contexto da síndrome pulmão-rim, que se manifesta com hemorragia alveolar e glomerulonefrite.

Vasculite ANCA Típico Acometimento Pulmonar Chave Acometimento Renal Chave
Poliangeíte Microscópica (PAM) P-ANCA (anti-MPO) Hemoptise (hemorragia alveolar) GESF grave (com crescentes)
Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (Churg-Strauss) P-ANCA (anti-MPO) Asma, infiltrados migratórios GESF branda
Poliangeíte com Granulomatose (Wegener) C-ANCA (anti-PR3) Hemoptise (granulomas necrosantes) GESF grave (com crescentes)

Púrpura de Henoch-Schönlein (Vasculite por IgA)

Epidemiologia

Fatores Precipitantes e Clínica

Frequentemente, a doença é precedida por uma infecção de vias aéreas superiores (IVAS) ou vacinação, evoluindo com uma tétrade clássica de manifestações:

  1. Púrpura Palpável: Lesões cutâneas elevadas, não trombocitopênicas, que não desaparecem à digitopressão, localizadas predominantemente em membros inferiores e nádegas.
  2. Poliartralgia/Artrite Não Deformante: Dor e inflamação nas articulações, que tendem a ser migratórias e não causam deformidades permanentes.
  3. Angina Mesentérica: Dor abdominal tipo cólica, diarreia e, em casos mais graves, sangramento gastrointestinal.
  4. Glomerulonefrite com Hematúria: Acometimento renal com hematúria macro ou microscópica, proteinúria, e depósitos de IgA no rim, similar à nefropatia por IgA (doença de Berger).
💡 Dica: Pense na Púrpura de Henoch-Schönlein como uma "doença de Berger sistêmica", onde a deposição de IgA se manifesta em múltiplos órgãos.

Achados Laboratoriais

⚠️ Atenção: Púrpura palpável com plaquetas normais ou elevadas é um forte indicativo de Henoch-Schönlein. Se as plaquetas estiverem baixas, deve-se considerar outras causas de púrpura, como a púrpura trombocitopênica.

Diagnóstico

O diagnóstico é primariamente clínico. A biópsia renal é reservada para casos graves ou atípicos, revelando aumento de IgA e leucocitoclasia.

Critérios Diagnósticos

Complicações

Tratamento

O tratamento é principalmente de suporte. Corticosteroides (Prednisona) são indicados para complicações graves, como acometimento renal progressivo, dor abdominal intensa ou hemorragia gastrointestinal significativa.


Vasculite Crioglobulinêmica

Também classificada como uma vasculite leucocitoclástica, a vasculite crioglobulinêmica é caracterizada pela presença de crioglobulinas, imunoglobulinas que precipitam em baixas temperaturas.

Manifestações Clínicas

A apresentação clínica é variada e muitas vezes desencadeada por estresse físico ou infecções:

💡 Dica Mnemônica: "Estressou, faz púrpura" – A vasculite crioglobulinêmica frequentemente se manifesta após eventos estressores como infecções (ex: pneumonia) ou traumas.

Achados Laboratoriais e Diagnóstico

O diagnóstico pode ser clínico, mas os exames laboratoriais são cruciais para a confirmação e identificação da causa subjacente:

Tratamento

O tratamento envolve duas abordagens principais:

🚨 High Yield Note: Complemento nas Vasculites

Em geral, as vasculites não alteram os níveis de complemento. As duas exceções importantes são:


Tromboangeíte Obliterante (Doença de Buerger)

🧠 Conceito Chave: "Homem jovem, tabagista, que perde as extremidades."

Epidemiologia

Manifestações Clínicas

Caracteriza-se por inflamação e trombose de artérias e veias de pequeno e médio calibre, principalmente nas extremidades:

🔎 Diferencial Importante: Na doença de Buerger, os pulsos distais dos membros são acometidos, enquanto os pulsos proximais (ex: poplíteo, femoral) permanecem normais. Isso a diferencia da aterosclerose, onde o acometimento vascular é geralmente mais proximal e difuso.

Vasos Acometidos

Principalmente os vasos distais dos membros superiores e inferiores.

Diagnóstico

A angiografia é o exame de escolha, revelando um padrão característico de vasos espiralados, aspecto em "saca-rolha" ou "contas de rosário", e ausência de aterosclerose proximal.

Tratamento

Não há tratamento farmacológico específico para a doença. A medida mais crucial e eficaz é a cessação completa e permanente do tabagismo, que pode interromper a progressão da doença.


Doença de Behçet

Epidemiologia

Manifestações Clínicas

É uma vasculite sistêmica crônica e recorrente, caracterizada por uma tríade de úlceras orais e genitais recorrentes, e lesões oculares, além de outras manifestações:

Vasos Acometidos

Pode afetar vasos de qualquer calibre, mas um achado importante são os aneurismas pulmonares, que, se romperem, podem causar hemoptise maciça e fatal.

Achados Laboratoriais

⚠️ Atenção: Não confunda ASCA com ANCA! O ASCA é mais associado a doenças inflamatórias intestinais, mas pode ser encontrado na Doença de Behçet.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos critérios de classificação. A arteriografia pulmonar pode ser útil para identificar aneurismas pulmonares.

Tratamento

O tratamento é complexo e visa controlar os sintomas e prevenir danos aos órgãos, sendo muitas vezes empírico devido à natureza da doença e à falta de ensaios clínicos robustos:

A doença de Behçet é caracterizada por "picos e vales", o que dificulta a avaliação da eficácia do tratamento.


Vasculites - Pontos Chave para Prova

Vasculite Clínica Chave
Arterite Temporal (de Células Gigantes) Cefaleia unilateral, claudicação de mandíbula, amaurose fugaz, polimialgia reumática associada.
Arterite de Takayasu Claudicação de membros superiores, pulsos assimétricos ou ausentes, diferença de pressão arterial entre os braços.
Doença de Kawasaki Febre prolongada (obrigatório), conjuntivite bilateral, lesões orais (língua em framboesa), linfonodomegalia cervical, exantema polimorfo, edema e descamação de extremidades.
Tromboangeíte Obliterante (Buerger) Isquemia/necrose de extremidades, tabagismo intenso, pulsos distais ausentes com proximais preservados.
Poliarterite Nodosa (PAN) Mononeurite múltipla, dor testicular, dor abdominal pós-prandial, livedo reticular, poupa o pulmão.
Poliangeíte Microscópica Vasculite ANCA-associada, hemoptise (hemorragia alveolar), glomerulonefrite grave (com crescentes).
Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (Churg-Strauss) Asma grave, infiltrados pulmonares migratórios, eosinofilia proeminente, mononeurite múltipla.
Poliangeíte com Granulomatose (Wegener) Lesões de vias aéreas superiores (sinusite, nariz em sela), hemoptise, glomerulonefrite rapidamente progressiva.
Vasculite Crioglobulinêmica Púrpura palpável, plaquetas normais, hepatite C associada, redução do complemento (C4).
Púrpura de Henoch-Schönlein Púrpura palpável, artralgia, dor abdominal, hematúria (nefropatia por IgA), comum na infância.
Doença de Behçet Úlceras orais e genitais recorrentes, lesões oculares (uveíte, hipópio), patergia, aneurismas pulmonares.